
A pensão por morte militar pode ser concedida ao companheiro ou companheira em união estável, mesmo quando o casal nunca oficializou o casamento civil. Nesses casos, porém, a comprovação da convivência costuma exigir uma análise mais detalhada.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), as uniões estáveis representam uma parcela cada vez maior das relações familiares no Brasil.
É justamente após o falecimento do militar que muitos dependentes enfrentam dificuldades para comprovar a união estável e obter a pensão por morte militar.
Quem conviveu durante anos com integrante das Forças Armadas ou das corporações militares estaduais pode encontrar exigências documentais e dúvidas sobre quais provas realmente são aceitas pela Administração.
Apesar disso, a ausência de casamento civil não impede, por si só, o reconhecimento do direito à pensão por morte militar.
Neste conteúdo, você entenderá como a união estável é analisada e quais documentos costumam fortalecer o pedido do benefício.
A união estável é definida pelo Código Civil como uma convivência pública, contínua, duradoura e estabelecida com o objetivo de constituir família.
Esses também são os principais critérios observados pela Administração Militar durante a análise da pensão por morte militar.
Um dos equívocos mais comuns é acreditar que exista um prazo mínimo obrigatório para o reconhecimento da união estável.
Na realidade, a legislação não estabelece tempo mínimo de convivência, afastando a ideia de que seriam necessários cinco anos de relacionamento para o reconhecimento do direito.
Também é importante destacar que a inexistência de escritura pública não impede o reconhecimento da união estável. Embora esse documento facilite a comprovação, ele não é o único meio de prova admitido.
Entre os requisitos normalmente analisados, a relação deve:
O preenchimento desses requisitos pode ser determinante para o reconhecimento da pensão por morte militar, especialmente quando o relacionamento não foi formalizado por casamento civil.
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Para solicitar a pensão por morte militar, é importante reunir documentos que demonstrem a existência da união estável e da convivência familiar.
Entre as provas que podem ser apresentadas estão:
A análise costuma considerar o conjunto das provas, e não apenas um documento isolado.
Quanto maior a coerência entre os documentos apresentados, mais consistente tende a ser a comprovação da união estável para fins de pensão por morte militar.
Mesmo quando existem provas suficientes da união estável, o pedido de pensão por morte militar pode ser negado administrativamente por diferentes motivos.
Em algumas situações, a Administração entende que os documentos apresentados são insuficientes ou exige, de forma equivocada, a existência de casamento civil para concessão do benefício.
Entretanto, essa negativa não representa, necessariamente, uma decisão definitiva.
Quando houver fundamentos jurídicos, é possível questionar a decisão perante o Poder Judiciário, inclusive por meio de ação de reconhecimento de união estável pós-morte cumulada com pedido de concessão da pensão por morte militar.
Além da documentação, depoimentos de familiares, vizinhos e pessoas que acompanharam a convivência do casal podem fortalecer a comprovação da união estável durante o processo judicial.
Por isso, uma análise individualizada é fundamental para verificar quais provas ainda podem ser produzidas e qual estratégia é mais adequada para buscar o reconhecimento da pensão por morte militar.
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Quando há negativa da pensão por morte militar, agir rapidamente pode fazer diferença para preservar direitos e evitar prejuízos ao dependente.
Uma análise jurídica individualizada permite verificar se a documentação apresentada é suficiente, identificar eventuais falhas na decisão administrativa e definir quais medidas podem ser adotadas para buscar o reconhecimento do benefício.
O escritório Gregoire Gularte Advogados atua em casos envolvendo Direito Militar e pode avaliar cada situação de forma estratégica, verificando a viabilidade de contestar a decisão administrativa ou buscar o reconhecimento da pensão por morte militar pela via judicial.
Se você teve o pedido de pensão por morte militar negado ou possui dúvidas sobre a comprovação da união estável, procure orientação jurídica especializada para entender quais caminhos podem ser adotados no seu caso.